Apesar do atraso, decidimos ainda fazer um pequeno relato sobre a prova, que teve algumas particularidades. Eu e o Pedro, depois do “espectacular” tempo que fizemos em Portalegre, uma semana antes, sentíamo-nos confiantes e com um ritmo certinho conseguimos algum avanço sobre o resto do pessoal. A confiança era tal que o Pedro decidiu testar uma acrobacia e saltou da bicicleta em mortal à frente, aterrando no terreno (felizmente) macio. Íamos lado a lado e de repente ele desapareceu! Bem, nada de complicado, o resto do pessoal ainda não tinha chegado, e continuámos o caminho. Alguns km à frente o Pedro deu por falta de um equipamento muito importante, em particular para o blogue – a máquina fotográfica!



Histórico: o Carlos a empurrar o Sérgio numa subida!
O percurso seguia em sentido contrário ao dos anos anteriores, sendo que em geral passava exactamente nos mesmos trilhos, mas em sentido contrário. É curiosa a diferente perspectiva, basta inverter o sentido e num instante tudo muda! (onde é que eu já ouvi isto?).
As espectaculares paisagens do Tejo internacional não deixaram de nos acompanhar, bem como a inesquecível descida da calçada romana até às margens do rio Erges! Fabuloso! A passagem do rio este ano foi mesmo pela ponte (o ano passado na passagem a vau com a bicla ao colo estive quase a mergulhar de cabeça…).
Na chegada a Zarza, notava-se já alguma dificuldade do Carlos em acompanhar o ritmo do restante pessoal. O Sérgio parecia já “aquecido” e tinha ultrapassado a fase inicial mais complicada (aliás já estava tão quente que mergulhou a cabeça na fonte – ou será tanque – que existe no centro da terra e onde fica o reabastecimento).
Seguia-se o retorno às origens, ou seja a Idanha-a-Nova, onde nos esperava a famosa calçada entre a Sr.ª da Graça e a meta. Mas deixemos essa parte para mais tarde.Pouco depois de sair de Zarza cruzámo-nos com o grupo do Carlinhos Monsanto e com o Jorge e o Hélio, que tinham ficado um pouco para trás, mas pareciam seguir bem animados. De facto o Jorge Santos estava a dar bem conta do recado (não esquecer que para ele foi a primeira maratona de 100 km!). Quanto ao Hélio revelava algumas falhas na preparação, o que o levou a desistir por volta dos 60 km e conseguiu um lugar na “carroça dos cães” da organização de volta a Idanha!
Entretanto apercebi-me de que mais alguém devia ter tomado essa decisão – o nosso amigo Carlos! As suas dificuldades avolumavam-se com o penoso passar dos km. À mínima subida era atacado por cãibras e a desidratação começava a tornar-se evidente! Decidi continuar com ele o resto do percurso, mesmo sem uma corda de reboque que tinha dado jeito em várias ocasiões. O Pedro primeiro e depois o Sérgio, acabaram por seguir no ritmo próprio e afastaram-se de nós rapidamente.
Chuvinha lá para os lados de Espanha!
Pouco depois do último reabastecimento, falhei uma entrada num passeio, no meio de muros (tenho que arranjar umas lentes graduadas para o BTT) e consegui cair exactamente para cima do muro cheio de pedras aguçadas! Digamos que raspei a pintura em vários sítios!
À vista da barragem, o Carlos conseguiu fazer um furo daqueles que nem o líquido No Tubes consegue vedar. Enquanto estávamos nestes preparos chegou o Jorge Santos e, já com uma câmara-de-ar nova instalada no pneu tubeless lá seguimos os três.
Depois de um bom banho, lá fomos ao almoço, digamos jantar, apanhar o que ainda restava do porco assado com arroz de feijão.De referir que o Carlos foi formalmente proibido (pela mulher) de participar em provas com mais de 50 km! Coitado, agora que ele queria repetir a ida ao Cape Epic! Pelo menos ainda pode participar numa maratona de atletismo – são só 42, 195 km!


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No alto da serra esperava-nos mais um reabastecimento com umas laranjas óptimas! Mais água, claro e ainda um copinho de “isostinto” (por acaso era mesmo tinto este Isostar), para dar alento para o último troço da prova.



